Pierre Duhem
| Pierre Duhem | |
|---|---|
| Conhecido(a) por | Relação de Gibbs-Duhem |
| Nascimento | 10 de junho de 1861 |
| Morte | 14 de setembro de 1916 (55 anos) |
| Nacionalidade | Francês |
| Carreira científica | |
| Campo(s) | Física, filosofia da ciência, história da ciência |
Pierre Maurice Marie Duhem (Paris, 10 de junho de 1861 — Cabrespine, 14 de setembro de 1916) foi um físico francês e um historiador da ciência. Entre as suas teses principais figura aquela que defende não uma ruptura ou oposição entre a Idade Média e o Renascimento mas uma continuidade.
Vida e educação
[editar | editar código]Pierre Duhem nasceu em Paris, no dia 10 de Junho de 1861. Ele era filho de Pierre-Joseph Duhem, de origem flamenga, e de Marie Alexandrine née Fabre, cuja família era de Languedoc.[1] Pierre-Joseph trabalhou como representante de vendas em uma indústria têxtil. Sua família morava em um bairro modesto na Rue des Jeûneurs, ao sul de Montmartre. Sua família era católica devota, e a sua perspectiva conservadora foi influenciada por ter vivido durante a Comuna de Paris em 1871, que Duhem via como uma manifestação da anarquia, rejeitada pela religião.
O jovem Pierre completou seus estudos secundários no Collège Stanislas, onde seu interesse nas ciências físicas foi encorajado pelo seu professor Jules Moutier, que era um físico teórico e autor de influentes livros didáticos de termodinâmica.[1] Pierre foi admitido como primeiro colocado em sua turma na prestigiosa École normale supérieure (ENS) em 1882.[1] Na ENS, ele completou sua licenciatura em matemática e física em 1884. Ele então conseguiu sua agregação em ciências físicas em 1885.[1]
Duhem preparou uma tese de doutorado a respeito do uso da termodinâmica potencial na teoria de células eletroquímicas. Em sua tese, Duhem ataca explicitamente o "princípio do trabalho máximo", elaborado por Marcellin Berthelot. O júri rejeitou essa tese e a carreira acadêmica de Duhem parece ter sido afetada para sempre após suas divergências com Berthelot[1]. Além de suas discordâncias científicas, Duhem foi um católico conservador e monarquista, enquanto o politicamente poderoso Berthelot era um anticlerical republicano[1]. Em 1888, Duhem finalmente recebeu seu doutorado com uma nova tese a respeito da dinâmica de magnetização.
Apesar de suas contribuições como físico teórico, e posteriormente como historiador e filósofo da ciência, Duhem nunca conquistou a posição acadêmica em Paris que ele procurava. Ele primeiro trabalhou na Universidade de Lille (1887 – 1893), depois brevemente na Universidade de Rennes (1893 – 1894), e finalmente como professor de física teórica na Universidade de Bordeaux, onde se manteve pelo resto de sua carreira.[1]
Obras
[editar | editar código]- Les théories électriques de J. Clerk Maxwell, Paris : Hermann, 1900
- Die Wandlungen der Mechanik und der mechanischen Naturerklärung, Leipzig: J. A. Barth, 1912, übers. durch P. Frank v. L'évolution de la mécanique, Paris, A. 1903 (französisch L´évolution de la mécanique, Paris 1902)
- Les origines de la statique, 2 volumes, Paris, 1905, 1906
- Études sur Leonard de Vinci, ceux qu´il a lus et ceux qui l´ont lu, 3 volumes, Paris, 1906 a 1913
- Ziel und Struktur der physikalischen Theorien. Lothar Schäfer (editor). Meiner : Hamburgo. 1998. ISBN 978-3-7873-1457-7
- Le système du monde, histoire des doctrines cosmologiques de Platon à Copernic. 10 volums, Paris : Hermann, 1913 a 1959
Ligações externas
[editar | editar código]- Literatura de e sobre Pierre Duhem (em alemão) no catálogo da Biblioteca Nacional da Alemanha
- O'Connor, John J.; Robertson, Edmund F., «Pierre Duhem», MacTutor History of Mathematics archive (em inglês), Universidade de St. Andrews